PitBull
Estou começando a ficar preocupada com a fase pitbull da Isadora. Ontem no Shopping ela ameaçou morder dois meninos que chegaram perto. Como é mesmo que corrige isso na prática, além de falar mil vezes que não pode, ficar de olho, tirar de perto e etc? Na teoria era tão mais fácil... E eu tinha uma menina tão calminha...
Up date: ela só tenta morder outras crianças. Mesmo assim as desconhecidas. A impressão que tenho é que ela fica aflita. As mãozinhas ficam se coçando e aí ela vai! A querida Márcia POA me mandou este texto. Vou tentar aprender tudinho.
Mordendo para conhecer
MORDENDO PARA CONHECER
Por: Cláudia Maria de Morais Souza
Uma coisa muito comum nas turmas de Maternal – mas que costuma provocar muita preocupação dos pais – são as mordidas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar vivendo sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de "primeiras impressões" , ou em situações de entrada de crianças novatas, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito dolorido receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, educadores (que sempre nos sentimos impotentes, incapazes que somos, na maioria das vezes, de impedir que elas aconteçam).
Se nos dedicarmos a pensar esta questão de forma mais ampla, poderemos nos aproximar de uma compreensão deste fenômeno, do ponto de vista do desenvolvimento e da história da criança. Podemos partir de perguntas simples:
Por que as crianças pequenas mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?
As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo que as cerca é objeto de interesse e alvo de sua curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir de suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não algo dado a priori. Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Quebram?), sua consistência, seu gosto, seu cheiro; elementos "sexuais" (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos que esta ação provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reação do coleguinha, a reprovação do educador, etc). Dessas investigações é que será engendrado o conceito de dor, tanto da dor própria (as crianças pequenas muitas vezes mordem também a si mesmas , numa atitude explícita das ações listadas acima) quanto da dor do outro (sentido moral da dor: a constatação de que não é lícito proporcionar dor ao outro, mesmo que os sentimentos – a raiva - assim o indiquem).
É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir mordendo , seja para confirmar suas descobertas ou para "testar" o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um ato de agressividade, e muito menos de violência. As crianças raramente querem simplesmente agredir, a não ser que estejam vivendo alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.
Assim, a mordida é uma conduta que pode ser administrada dentro do grupo: tanto em relação às crianças que mordem quanto àquelas que são mordidas com freqüência ( o educador pode, por exemplo, oferecer a estas recursos variados para impedir as mordidas dos coleguinhas). Uma observação importante a fazer é que, por vezes, encontramos crianças que, por um motivo ou por outro dentro de sua história de vida, não só permitem as mordidas como costumam provocá-las. Estas crianças e suas famílias devem receber orientação especial do educador.
Com o passar do tempo de trabalho em grupo, o educador tem a possibilidade de planejar suas ações e estratégias no sentido de fazer com que as crianças possam refletir, a sua maneira e coletivamente, esta questão. Cabe às famílias compreender este momento do grupo, buscando, se necessário, suporte junto aos profissionais incumbidos de coordenar as vivências grupais
- Postado por: Leticia às 22h09
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Natal
Acho que o "clima" do Natal pegou marídeo. Ele ficou realmente mal nos dias 24 e 25. Chegou a falar mesmo que está deprimido. Eu, como cética, acho que tem muito de enrolação para ficar à toa, sem dar comida, trocar fralda, fazer dormir, essas coisas... Mas acho também que a história da irmã dele (que nós nem vimos esses dias) também pegou. Ela falou que está sem graça com a minha família. Eu acho que demorou! Depois do tanto que aprontou, alguma hora tinha que ficar com verfonha mesmo. Mas acho que ele ficou chateado. E a mãe dele tambéme está pegando pesado, forçando mesmo para que eles "sejam amigos". Aliás, a véia ontem estorou meus limites. Foi fazer drama com ele, falando que ia embora, que eu não deixava ela fazer nada, que eu não deixava ela ver a neta... sabe por quê? Porque eu pedi para ela não ficar na beirada da janela aberta com a Isadora no colo. Aí o André veio me xingar, falando que eu estava tratando a mãe de mal. Ai, que saco, viu? Mas ontem eu apelei. Falei: "quer saber? Eu não quero mesmo que ela fique na janela. Eu não consigo segurar a menina quando ela pula, quem dirá uma velha de 81 anos. E se ela está achando ruim, ótimo. Assim nem preciso conversar com ela mais. E se quiser ir embora, já vai tarde". Achei que ele ia junto com ela porque não admite que eu fale assim da mãe dele. Mais que nada... voltou quietinho e pediu desculpas!
Isadora curtiu. Dormiu lá pras nove da noite, mas acordou meia-noite e meia com pique total. Achei que ia nessa a noite toda. Mas dormiu de novo às 2 e meia e só acordou meio-dia e meia!
- Postado por: Leticia às 11h03
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Formatura
Sábado foi o baile de formatura da minha primeira turma como professora. Interessante, diferente. Dá orgulho saber que consegui ensinar um pouquinho para esses meninos.
No começo, junto com a chefe, estava comportada:

Depois, olha a farra!


- Postado por: Leticia às 10h58
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